Moradores impedem tentativa de reintegração de posse em Guarujá, SP
Prefeitura e Polícia Militar tentaram retomar terreno, mas recuaram.
invasões ocorreram nas comunidades Cantagalo e Morrinhos.
invasões ocorreram nas comunidades Cantagalo e Morrinhos.
Duas comunidades do município de Guarujá , no litoral de São Paulo, que
foram invadidas nos últimos dias, viveram um dia de tensão nesta terça-feira
(29). Na região conhecida como Cantagalo, a prefeitura chegou a ir com a
Polícia Militar para fazer a reintegração de posse, mas não obteve sucesso. No
bairro Morrinhos, os boatos de que também haveria a retomada de um terreno
fizeram os moradores se prepararem para um possível confronto. De um lado, os
munícipes alegam que a área está abandonada e que estão cansados de esperar por
moradia. Do outro, a prefeitura garante que um conjunto habitacional será
construído em breve.
Pela manhã, equipes da prefeitura e da PM se
reuniram para definir a estratégia que seria utilizada durante a reintegração,
mas quando chegaram na comunidade Cantagalo, os moradores já estavam
mobilizados, com barreiras posicionadas nas ruas para evitar a entrada dos
caminhões.
A intenção era demolir os barracos que estão sendo
construídos em uma área considerada pública e de preservação ambiental, mas a
comunidade se uniu para evitar a retomada do terreno. A prefeitura decidiu
evitar o confronto e desistiu da ação.
Assim que tudo se acalmou no Cantagalo, boatos de
que haveria reintegração de posse também no bairro Morrinhos, onde um terreno
foi igualmente invadido, fizeram com que a comunidade se mobilizasse. Por
precaução, os ônibus não entraram no bairro e os moradores tiveram de descer na
avenida principal e voltar para casa a pé. As equipes da prefeitura e a Polícia
Militar não chegaram a ir para o local.
Por meio de nota, da Prefeita MARIA ANTONIETA, afirma
que ingressou na tarde desta terça-feira com uma ação de reintegração de posse,
pedindo a retomada da área pública na comunidade do Cantagalo, no bairro
Enseada. Além disso, foi solicitada à Secretaria de Segurança Pública do Estado
o reforço policial para desocupação do terreno.
Com relação à situação similar que está ocorrendo
no bairro Morrinhos, em uma área particular, a prefeitura afirma que está
denunciando a invasão como crime ambiental, pois parte do terreno sofreu
supressão vegetal.
Ainda segundo a prefeitura, cerca de 2.500 famílias
que estão em áreas de risco nos morros da Vila Baiana, Vila Júlia e Jardim Três
Marias, além dos próprios moradores do Cantagalo e da Barreira do João Guarda,
serão beneficiadas com as obras do PAC II Enseada de urbanização e construção
de habitações, recém-contratadas, que tiveram documentação assinada na última
semana. Agora, a Administração aguarda o retorno da Caixa Econômica Federal,
que analisa a documentação, para poder emitir a ordem de serviço e início das
obras na área do Cantagalo.





















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